Entrevista a...

Alguns meses após o fim da carreira como árbitro e a poucos dias da festa de homenagem a essa mesma carreira, a APAF foi conversar com o António Costa.
Conheça as opiniões do ex-árbitro internacional sobre os temas mais actuais da arbitragem portuguesa e os momentos que marcaram uma carreira que vale a pena homenagear.

Nome: António Costa

Associação: Setúbal

P: Dados Pessoais:

R: Nome completo: António Manuel de Almeida Costa
Idade: 45 anos
Natural de: Lisboa
Habita em: Amora/Seixal

P: Dados desportivos:

R: Associação de Futebol: Setúbal
Núcleo de Árbitros: Almada e Seixal
Inicio de actividade: 1989
Subida à 1ª Categoria: 95/96
Passagem a internacional: 1999
Jogos na 1ª categoria: 160
Jogos internacionais: Aproximadamente 50 jogos

P: Como entraste para a arbitragem?

R: Gosto do futebol, pratiquei como jogador desde os 12 anos, passei por vários clubes um deles foi o Belenenses e também por influência familiar, o meu irmão Fernando foi Árbitro dos quadros nacionais.

P: Melhor recordação da carreira?

R: As duas finais que dirigi (Taça de Portugal e Supertaça em 2000 e 2001, respectivamente) e a promoção a Internacional.

P: Momento menos bom?

R: Um Porto – Benfica em que tive que expulsar o Paulinho Santos e o João Pinto que se envolveram em agressões físicas.

P: Jogo mais marcante?

R: A final da Taça de Portugal (F.C. Porto - Sporting C.P.).

P: Há algum jogador e/ou treinador que queiras destacar pelo seu comportamento e Fair Play?

R: O Hugo Leal e o José Mourinho são dois bons exemplos de profissionais com Fair Play.

P: O processo ´Apito Dourado´ merece-lhe algum comentário?

R: É uma vergonha, este processo não dignifica o futebol e já deveria ter sido resolvido para bem da arbitragem.

P: Como vês a ideia da profissionalização dos árbitros?

R: É uma situação irreversível, mas cujos prós e contras terão de ser muito bem pensados e analisados.

P: Qual a tua opinião acerca da nova Lei de Bases do Desporto e principais consequências que esta vai trazer para a arbitragem?

R: Penso que esta lei irá colocar a arbitragem no lugar certo.

P: Os árbitros portugueses estão ao nível dos restantes europeus?

R: Sem dúvida que os Árbitros portugueses são tão bons como os restantes europeus e isso tem sido visível nas suas nomeações para grandes jogos.

P: Como “homem de núcleo” qual consideras que é o papel dos núcleos no futuro da arbitragem?

R: É fundamental que continuem a desenvolver o papel para que foram criados, ou seja, o da formação contínua dos seus Árbitros.

P: E o papel da APAF?

R: Apoiar fortemente os Núcleos, havendo uma maior ligação entre eles.

P: Quais os objectivos pessoais para o futuro?

R: Continuar ligado à Arbitragem é o meu principal objectivo.

P: Qualifica com poucas palavras as seguintes entidades, pessoas, etc.:

R: Futebol Português: Muito difícil
Árbitros Portugueses: Super Homens
APAF: A nossa casa
Núcleos de Árbitros: Escola de Árbitros
Núcleo de Árbitros de Futebol Almada e Seixal: O nº1 em Portugal
Processo “Apito Dourado”: Vergonhoso
Fiscalidade para os árbitros jovens: Verdadeiro disparate
Duarte Gomes (1º classificado 2006/2007): Um grande homem e amigo
Árbitros Assistentes: Venâncio Tomé, João Tomatas e Luís Vilhena - grandes companheiros e amigos
Observadores: Carreira difícil